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Livre de 10 metros

A análise e uma abordagem pessoal ao lance



A nossa equipa chega à sexta falta, e eis que chega mais uma situação de jogo inglória para o guarda-redes.

É altura de defender um livre de 10 metros. Nesta parte muitos ficam perdidos, não sabem como abordar o lance e acabam por comprometer.


Abordagem:


Primeiro, há que ter em conta que tal como num penalti, a grande responsabilidade está do lado do atacante, logo, o nosso papel é desestabilizá-lo emocionalmente antes do momento do remate.


  • 1º momento:


Criar pressão e uma grande antecipação é essencial, e como o fazemos?


Primeiro, devemos retardar ao máximo o batimento do livre, falar com o arbitro, com o próprio batedor (nunca faltando ao respeito e às normas de fair-play) criando assim antecipação e nervosismo no mesmo.


  • 2º momento


Agora é altura de enfrentar o lance, e eu, enquanto jogador e treinador, gosto de aplicar e ensinar aos meus guarda-redes que devemos começar sempre antes da linha de golo, dentro da baliza


Esta postura cria indecisão no batedor, porque o mesmo não sabe para que sítio rematar pois também não sabe quais os ângulos que o guarda-redes está a deixar abertos. Devemos manter-nos nesta posição até o jogador começar a partir para bola, atrasando ao máximo a sua decisão.

Este aspeto torna-se outro factor de desestabilização emocional do adversário.

Nota: Olhar nos olhos do jogador com uma postura destemida neste momento também pode ser outro factor de desordem.


  • 3º momento

Quando o jogador parte para a bola é altura de avançarmos e começarmos a tapar os ângulos de baliza.

À medida que o jogador vai avançando para a bola o GR deve, também, avançar na sua direção, criando mais um motivo de inquietação emocional, pois o batedor vê algo (o GR) a vir na sua direção e começando a cobrir todos os espaços.


Avançar numa postura agressiva e destemida é importante, pois cria a sensação ao atacante de o GR ser maior do que realmente é.

É um puzzle mental interessante, pois parece estranho à primeira vista, mas façamos o teste:

Imaginem duas pessoas com a mesma altura e o mesmo físico lado a lado , mas uma tem uma postura altiva e agressiva, enquanto a outra parece tímida e assustada. Qual lhe vai parecer ter maior envergadura?


Parece pouco importante, mas são detalhes que juntos vão fazer a diferença na resolução do lance.


  • 4º momento

Chegámos ao limite da nossa zona de ação e o jogador vai bater a bola, o que fazer agora?


Neste momento, costumo pedir aos guarda-redes para terem diferentes abordagens consoante o batedor.

Tenho por hábito também trocar o guarda-redes consoante o batedor.


Por exemplo, se for um batedor forte e que tem por hábito bater a bola com força, sem tentar colocar a bola, coloco o meu guarda-redes mais alto e mais robusto, de forma a ocupar mais espaço de baliza e aplicar o gesto técnico de parede com os braços mais abertos do que o normal













No caso do batedor ser um jogador que bata em jeito e com colocação coloco sempre o meu guarda-redes mais ágil e com melhor velocidade de reação, deixando a seu critério o gesto técnico a aplicar consoante qual a colocação do remate.











Como falado anteriormente, o segredo está na parte psicológica e é aí que o guarda-redes pode ganhar vantagem sobre o batedor.


As abordagens são várias e muito diferentes umas das outras. Neste caso, esta parece-me a mais adequada, a que mais me serve e da qual eu tiro mais resultados.



Chega assim ao fim mais um artigo de opinião 1Xzero. Obrigado pelo apoio e por continuarem a visitar o site, a vossa interação, opinião e dúvidas são importantes para nós, pelo que o podem fazer na nossa página de facebook e instagram.


Pelas Balizas, Pelo Futsal.






















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